quarta-feira, 8 de dezembro de 2010


Halloween
Halloween ou a véspera do dia de Todos os Santos
 Origens
      Como todas as celebrações, o Halloween é uma festa cujas origens são bem longínquas…levando-nos a viajar até à festa celta de “Samhain”, enriquecida ao longo dos séculos pelas crenças provenientes da Roma antiga, da Europa do Norte e da Irlanda.
        As origens do Halloween remontam ao período celta, pré-cristão e associam-se às festas em que se honram os mortos. Esta celebração sofreu as mais diversas influências das várias culturas, desde os romanos, com o dia de Pomona (deusa dos frutos e dos jardins) aos celtas com o festival de “Samhain”, até aos feriados católicos como o dia de todos os santos.
         Ao longo dos séculos as tradições celta e romana fundem-se. Segue-se a influência católica que faz do dia um de Novembro um feriado religioso em honra de todos os santos (fazendo do dia dois de Novembro o dia das almas).
Chegado o século XIX, a festa é levada pelos irlandeses, até aos Estados Unidos, onde se torna muito popular.
         O ponto comum a todas as crenças ligadas a este dia prende-se com a celebração do fim do período das colheitas e o anúncio do Inverno. Nessa altura, o gado recolheu aos estábulos, os celeiros estão cheios, mas os países do hemisfério norte conhecem uma escuridão crescente e as árvores perdem as suas folhas… Os celtas acreditavam que, sobretudo na altura do “Samhain”, os maus espíritos aproveitavam as noites, mais longas na estação morta, para vir atormentar os vivos.
Com esta mudança, os medos ancestrais da noite acordam! Diz-se que a noite já não pertence aos vivos, passando a ser povoada por seres sobrenaturais como fantasmas, diabos, bruxas, gatos pretos, esqueletos…daí a escolha dos mais jovens para os seus disfarces. 
         Actualmente, a tradição regressa à Europa!
 
            A noite de “Samhain”
         Os gauleses destacaram-se entre os celtas, de tal modo que quer para os gregos quer para os romanos os celtas eram os gauleses. Para estes últimos, o ano terminava no fim do Verão, dia correspondente, hoje, ao 31 de Outubro. Segundo a lenda, nesse dia, os espíritos dos mortos visitavam as suas famílias, enquanto que o deus da morte tentava juntar as almas daqueles que haviam morrido durante o ano, para definir qual o seu destino…
      Uma das crenças associadas a esta festa consistia, por isso, em deixar alimentos nas portas das casas para oferecer aos espíritos que passavam e, desse modo, acalmá-los. Por outro lado, nessa noite, todos os lares apagavam as suas lareiras, para aparentar um ambiente frio e pouco acolhedor. Os druidas acendiam os seus fogos e faziam sacrifícios de animais para acalmar os espíritos. De manhã, ofereciam uma achadoseu fogo às famílias, para que cada uma pudesse reiniciar os seus cozinhados à lareira. Estes fogos mantinham os lares aquecidos e livres dos maus espíritos…
      Acreditava-se que, neste dia, os espíritos
      Ao longo dos anos esta tradição transformou-se uma festa para crianças que, disfarçadas, vão de porta em porta pedir doces ou pregar uma partida!
 
Jack-o'-lantern  
      Uma das personagens mais populares desta data é Jack-o’-lantern, cuja origem é, tradicionalmente, irlandesa. Na Irlanda, as enormes batatas e nabos – em vez das abóboras que não se encontravam com facilidade – eram esculpidas, transformando-se em cabeças horríveis e iluminadas com velas, para serem usadas como lanternas, na festa de Halloween.
      Acredita-se que o nome de Jack-o'-lantern esteja associado a um conto irlandês em que uma das personagens se chamava Jack. Este caracterizava-se pela sua avareza e embriaguez latente. Um dia, foi visitado pelo diabo que pretendia a sua alma. Habilmente, Jack persuadiu-o a beber um copo com ele antes de partirem. Para pagar a sua bebida, o diabo transformou-se numa moeda que Jack guardou de imediato. Colocou-a, então, no seu saco, que tinha uma entrada em forma de cruz, impedindo o diabo de partir.
      Finalmente, Jack libertou-o, na condição de que este o deixasse tranquilo durante mais um ano. Passado esse tempo Jack pregou-lhe outra partida, deixando-o debaixo de uma árvore com a promessa de que não o voltaria a perseguir.
      No final, Jack morre. É expulso do paraíso por transgressão e do inferno devido às suas partidas. Desesperado, caminhou com o diabo levando na mão carvão incandescente para iluminar o caminho, na escuridão. Jack colocou o carvão num nabo que ia mastigando e, como diz a história, foi condenado a caminhar com a sua lanterna, até ao dia do Julgamento Final.
  
A história do trick-or-treat
      No início do século, na América do Norte, o Halloween constituía uma oportunidade para pregar partidas, nem sempre muito agradáveis. As crianças limitavam-se a desfilar com os seus trajes, pedindo pequenos presentes.
      A tradição do trick or treat actual só apareceu nos anos trinta. Na mesma ordem de ideias a bruxa só aparece no folclore de Halloween a partir do século XIX.
      A verdade é que foi preciso muito tempo para que esta comemoração se tornasse uma festa de magia, de mistério, de disfarces e bombons…
      A tradição diz que as actividades tumultuosas dos espíritos maus e das bruxas são as mesmas das crianças escondidas atrás dos seus disfarces de fantasmas e esqueletos. Tudo se passa como se as crianças fossem a continuação destes maus espíritos, através dos disfarces que escolhem e por aquilo que representam…

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